Friday, November 07, 2008

Amarcord

Houve um tempo em que eu me preocupava em saber quem eu era. Esse tempo passou. Hoje já tenho outros universos tantos dentro de mim que a pergunta se perde em labirintos. Sei que sou sério, quando é preciso ser sério. Sou feliz, quando o tempo da maturação chega e sou triste, quando é momento de se recolher num canto.Tenho me recolhido muito nos últimos tempos. Talvez, afinal, tenha feito uma opção que me leve para mais recolhimentos. Já não sei mais.Abaixo um texto que me toca há anos. Não sei quem escreveu isso, sei que a Elis Regina declamou. Sei que me tocou.
"Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol. Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante. E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamento de pontos de partículas, um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E assim – dizem – recontam a vida. Agora retiram de mim a cobertura de carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos e aí estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo. Um rascunho. Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra. Como uma estrela. Agora eu sou uma estrela." (Elis Regina)

2 comments:

Anonymous said...

ALÊ, ESPERO QUE ESTEJA VIVENDO UM MOMENTO DE CRESCIMENTO E CONSTRUÇÃO. :)

Demian said...

Eu aposto em mudanças a caminho... e boas, sempre boas... porque a gente vai aprendendo pouco a pouco e aprendendo a se deixar levar por elas com maturidade...

Se recluir é bom, é um respiro para assimiliar aquilo tudo que ainda não teve tempo. E depois saímos mais fortes e radiantes...

Lembre-se que aqueles que são capazes de lidar consigo próprios são sempre os mais fortes! Isso é fato!!!

PS.: Vou ter que roubar parte dos textos, na caruda! Bjaum!!!