Sunday, March 27, 2005

Presente, Passado, Futuro

Revirando algumas tralhas aqui em casa , achei vários álbuns de fotografias do meu passado recente ( sim, ainda não me rendi à fotografia digital ). Muitas delas são bem recentes mesmo , de viagens , festas , encontros com amigos , família. Quanta coisa eu vivi nesses últimos cinco anos. Chorei com algumas delas e diverti-me com outras. Um filme passou pela minha memória , da comédia , ao drama até chegar ao horror (pois numas eu estou tão feio que deu vontade de rasgá-las. rs ).

A maior parte desses eventos eu estava ao lado das pessoas que mais aprecio ,mas até que ponto os amigos e a família são importantes para nossa satisfação pessoal ? Claro que não vivemos isolados e temos necessidade de dividirmos as coisas com os outros . Fazer uma viagem acompanhado , sair à noite com amigos , uma reunião em família sempre trazem boas recordações e , na maior parte das vezes , torna-se especial justamente por essa união. O que eu quero dizer é que não devemos nos sentir dependentes "deles" para fazer qualquer coisa. O isolamento é benéfico para reorganizar as idéias e traçar objetivos. Como se fosse um pit stop na vida.

O meu lema nesses últimos tempos tem sido " Faça o que se tem vontade " , independente do que ou com quem . É incrível como ouço ainda as pessoas dizerem " Não vou naquele lugar pois meus amigos não gostam " , ou , " não beijo fulano , pois as pessoas dizem que ele é feio" . A opinião alheia só vale mesmo para complicar e não para ajudar. Não sou psicólogo e nem tenho pretensões de ser , mas acredito que essas privações tornam o ser humano mais ilosado , mesmo rodeado por uma multidão de pessoas. Sim , pois imagine-se criterioso ao extremo , tendo que avaliar as situações pelos outros. E , se esses "outros" não curtirem o seu modo de viver , sua existência será sempre chata e monótona ,sem prazer algum. Então, relaxe e goze !.

Não é fácil tomar esse tipo de atitude , porém não tentar é o erro. Tenho certeza de que se eu continuar seguindo por esse caminho serei mais humano , solidário e desfeito de qualquer tipo de preconceito.Isso vale para aqueles que reclamam não conseguir fugir da rotina , tente experimentar universos diferentes ,mesmo que sozinho. Dança ? Música ?Yoga ? Apaixone-se pelas suas coisas e seus afazeres. É a melhor maneira de tornar a vida mais plena, pois com certeza terá sempre alguém que tem as mesmas afinidades que você e pode se tornar um companheiro de interesses comuns....

Saturday, March 19, 2005

Ebulição !

Quando o assunto é relacionamento , o papo nunca se esgota . Numa dessas conversas de bar , um sujeito-colega-quase-amigo me perguntou : " E ae , está melhor daquele tombo ?" , " Sim, estou , mas acho que vou levar outro ". Ele , sem muito entender , e eu , não querendo prorrogar a conversa , divagamos sobre a capacidade que temos de correr atrás desses caras que não nos querem. Foda é saber que quando esquecemos um , vem outro e pimba ! , lá vai a gente escrever , telefonar , sair , esperar contato , transar e torcer para escutar pelo menos um " acordou bem ? " . Tem aqueles que dizem não se importar com essas coisas e levar a vida na maior . Dúvido .

Qual é o sentido de toda essa balbúrdia ? É incrível como estou adquirindo a capacidade de rir de todos esses percalços , ora por estar me acostumando , ora por que acende aquela luzinha " eu já vi esse filme antes " , enfim , a frieza começa a fazer parte das minhas sensações. O que me incomoda é saber que mesmo sabendo de que " aquela pessoa não é certa pra você"( como se alguém tivesse bola de cristal para adivinhar isso ) , independente da situação , eu continue insistindo no que é inusitado.

Um amigo , conhecedor do assunto como uma vidente da Praça da Sé , tentou-me convencer de que há duas maneiras de encarar esses foras , com muitas outras variáveis ,é claro . O primeiro grupo , a maioria , guarda tudo pra si e faz do platonismo uma forma de não sofrer ou na ilusão de não perder os sonhos. O segundo grupo ( citou a mim como exemplo ) gosta de dar a cara à tapa , expõe-se sem se importar com as consequências. São os mais alarmados , mas na essência , são os que menos sofrem , porque conseguem manter-se sempre na realidade embora os revezes possam causar abalos na auto-estima ou até mesmo depressão .

Eu não acredito que essas teorias tenham algum valor científico ,mas posso garantir que ficar chorando as pitangas em casa , mesmo quando o abismo parece mais próximo , não é a melhor solução , pois o cara ideal não existe e nem baterá a sua porta , a não ser que você se encante pelo porteiro do seu prédio....