Talvez para muitos a mensagem não tenha sido captada, mas para mim atingiu exatamente o ponto em que me encontro. A história narrada em Paranoid Park, de Gus Van Sant , não é apenas de um menino de 16 anos envolvido na morte acidental de um segurança ao " brincar " numa estação de um trem de carga em Portland. O drama psicológico vivido pelo rapaz fez me questionar se o menino deveria ou não se entregar á polícia. O filme não explora a tragédia do ponto de vista da família da vítima, trata apenas da vida do jovem. Um menino sadio, aparentemente tranquilo, que namora, que frequenta a escola, que mora com a mãe separada e que tem como hobby andar de skate. É revoltante ficar com esse sentimento de culpa na cabeça sem saber o que fazer. Não digo só em relação a essa história, mas por tudo que se passa ao nosso redor. Nesse momento, estamos bem , felizes, daqui meia hora poderemos escrever outro enredo. Talvez atravessando a rua, viajando, fazendo coisas em casa, não pensando em nada e por um relance, ou por inconsequência, nos tornamos vítimas dessas intempéries, acidentes ou fatalidades. É como disse um amigo meu, ao discutirmos o filme : "parece história daquelas mulheres que na primeira transa sem camisinha ficam grávidas ou pegam alguma doença ". Esses atos impensáveis ou que fogem ao nosso controle , muitas vezes tem algum siginificado obscuro, que não conseguimos decifrar, talvez uma punição, uma chamada de DEUS, ou do além, seja lá qual for a sua crença. Li muito sobre saber enfrentar nossos problemas , ou a ausência deles. Mas o mais complicado, é quando não depende só da gente ter a solução. E o mais difícil ainda, é apagá-lo da nossa memória , conseguir párar de se auto flagelar e saber que daqui algum tempo, quando a resposta vier ela não será satisfatória...."Passamos a vida inteira entre um e outro. Ora desejando , buscando e construindo aquilo que queremos ; ora aceitando, digerindo e superando o que encontramos em nosso caminho.É um grande exercício saber o que a vida nos dá e ao mesmo tempo correr atrás do que queremos. Mas , um ou outro é o caminho certo para a frustração "
Saturday, September 06, 2008
Paranoid Mental
Talvez para muitos a mensagem não tenha sido captada, mas para mim atingiu exatamente o ponto em que me encontro. A história narrada em Paranoid Park, de Gus Van Sant , não é apenas de um menino de 16 anos envolvido na morte acidental de um segurança ao " brincar " numa estação de um trem de carga em Portland. O drama psicológico vivido pelo rapaz fez me questionar se o menino deveria ou não se entregar á polícia. O filme não explora a tragédia do ponto de vista da família da vítima, trata apenas da vida do jovem. Um menino sadio, aparentemente tranquilo, que namora, que frequenta a escola, que mora com a mãe separada e que tem como hobby andar de skate. É revoltante ficar com esse sentimento de culpa na cabeça sem saber o que fazer. Não digo só em relação a essa história, mas por tudo que se passa ao nosso redor. Nesse momento, estamos bem , felizes, daqui meia hora poderemos escrever outro enredo. Talvez atravessando a rua, viajando, fazendo coisas em casa, não pensando em nada e por um relance, ou por inconsequência, nos tornamos vítimas dessas intempéries, acidentes ou fatalidades. É como disse um amigo meu, ao discutirmos o filme : "parece história daquelas mulheres que na primeira transa sem camisinha ficam grávidas ou pegam alguma doença ". Esses atos impensáveis ou que fogem ao nosso controle , muitas vezes tem algum siginificado obscuro, que não conseguimos decifrar, talvez uma punição, uma chamada de DEUS, ou do além, seja lá qual for a sua crença. Li muito sobre saber enfrentar nossos problemas , ou a ausência deles. Mas o mais complicado, é quando não depende só da gente ter a solução. E o mais difícil ainda, é apagá-lo da nossa memória , conseguir párar de se auto flagelar e saber que daqui algum tempo, quando a resposta vier ela não será satisfatória....
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4 comments:
Oi,
obrigadopela visita e quanto ao seu post, eu penso exatamente como vc. Seria ruim também que as consequancias das coisas caissem somente sobre nís mesmos, porque, mesmo sem perceber o tempo todo, estamos intimamente ligados as pessoas que estão ao nosso redor.
Adorei a indicação do filme.
COSTUMO LIDAR MEIO MAL COM AQUELAS COISAS QUE NÃO DEPENDEM DE MIM. FICO ANSIOSO, DESCONTENTE, ME SINTO IMPOTENTE. MAS, COMO DIZEM AS MAMÃES, MELHOR "ENTREGAR PRA DEUS". FAÇAMOS NOSSA PARTE, O RESTO FICA A CARGO DA VIDA. E, SINCERAMENTE, HÁ COISAS QUE ACONTECEM QUE NÃO VEJO O MÍNIMO SENTIDO LÓGICO, TALVEZ NUMA LÓGICA UNIVERSAL MAIOR ISSO EXISTA, MAS, PRA MINHA RACIONALIDADE HUMANA, NÃO. O LANCE É SEGUIR EM FRENTE, OU PARAR QUANDO QUISER, COM CONSCIÊNCIA.
Eu penso sempre que o limite entre a razão e a loucura, o equilíbrio e o caos, são coisas muito tênues se formos ver assim, de fato.
Por isso mesmo eu sempre tive medo das inconsequências. Sempre fui um bom menino tentando simplesmente viver em ordem... ainda assim... ai ai...
E sua camiseta apodrece em casa.
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