Sunday, July 16, 2006

Chantilly

Era tarde para recusar o convite , mesmo inesperado. Já passava das 22h00 , a noite era fria , sai apressado não olhando para atrás , sem ouvir o que o porteiro tentava me dizer. Naquele momento só pensava em chegar o mais breve possível ao meu destino . Caminhei rápido , não queria olhar para a frente , esbarrar em alguém conhecido , ter que dar explicações , sobre onde ia , com quem sairia , enfim , as palavras teriam que ser guardadas para o momento certo. Entrei no metrô, estação vazia , gente chegando e saindo , sentei-me , tentei relaxar , não conseguia. O celular à mão servia de relógio , impaciente ,respirava compulsivamente tentando com sopros aumentar a velocidade dos vagões. A distância era curta ,mas parecia uma eternidade. Cheguei. Andei alguns metros , vi o prédio , pensei em recuar , " que loucura " , esperei dei voltas ao quarteirão por vários minutos , quando subitamente levei um susto ao sentir o celular vibrar. Era ele . " Você não vai subir ?". Olhei para o alto , vi-o dependurado na janela olhando-me com desconfiança. " Não lembrava o edifício ", desculpei-me sem jeito. Depois de muito tempo, estava ali, naquele apartamento que sempre almejava conhecer. Enquanto andava pelos cômodos , reparei em cada objeto , em cada estilo, em cada organização , muito característica dele e muito diferente do que eu esperava encontrar. Apesar das temperaturas baixas , ele surpreendeu-me vestido apenas com um shortz de dormir. " Engordei um pouquinho , não repare " , falou ao abrir a geladeira para pegar uma cerveja para mim com um sorriso maroto. Não pude evitar em olhar , ele continuava atraente e gostoso como sempre e eu nessa carência maldita , ainda continuava com a sensação de que sairia dali correndo para gritar a libertação daquela paixão. Nem bem dei o primeiro gole na cerveja , por descuido em tentar ajudá-lo com algumas coisas no armário , estávamos já um ao lado do outro, bem juntos , sentindo o coração disparar um do outro. Timido, olhei para o chão , sem saber o que fazer. Ainda bem que ele tomou atitude . Pegou -me pela cintura , beijou-me calorosamente , curvou-me sobre a pia. Nesse momento , escutei um barulho na sala , empurrei ele para ver o que era. Rimos ao ver um gatinho brincando no revisteiro. Nesse momento, recomeçamos os beijos e abraços, dessa vez mais pujantes. Foi fácil arrancar minha roupa ,mas não queria que aquilo terminasse assim. Era fácil para ele , não se envolver , abusar de mim e deixar-me ir embora. Porra , por que ? Porque ele namora , oras, como sou idiota. Tentei não pensar mais nisso e me entreguei pra valer pra ser lembrado ao menos. Naquele ambiente , havia uma mesa de jantar grande e poucos móveis. Decidi que seria diferente. Deitei-me sobre a mesa e pedi " Faz uma massagem ? " , ele aceitou meio sem jeito. E começou. Minha excitação foi às alturas. Estava ali de bruços imaginando aquela cena , da qual estava copiando de um filme. Quando suas pernas estavam de frente a minha cabeça , vi que seu membro estava pedindo. Abaixei seu shortz e comecei a mordiscá-lo de leve e levei seu pau todo à boca. Ele párou e começou a gemer de satisfação. Uma pausa. Ele voltou da cozinha e eu me assutei . " Não, não quero ". Um pote de chantilly estava na sua mão. Deixei. Ele me lambuzou inteiro e depois veio por cima de mim lambendo meu corpo inteiro com aquela maravilha. Mas como nem tudo fuciona como ficção, as costas naquela mesa já doiam e pedi para mudarmos de lugar. Fomos para o sofá. Virei-me de costas e disse " Enfia vai " , "vai", " vai ".E assim foi, aquele movimento de vai e volta , uma , duas , três vezes , em posições e locais diferentes. Com ele não tinha mais pudores , era como se eu quisesse marcar aquele momento para sempre , que ele tivesse uma lembrava das loucuras que fizemos juntos. Gozei bastante e ele queria gozar na minha boca , como todos , para exibir seu troféu. Tempos depois, exaustos , fomos para o chuveiro . Naquele banho sem cumplicidade , pois o tesão já tinha ido embora, arrisquei algumas conversas sobre como seria dali para a frente e ele respondeu rapidamente sem querer alongar o assunto. Vesti-me , recebi um "tchau " estanho , desci as escadas...Entrei num táxi, já era tarde , chorei , por decepção, por não resistir, foi muito bom ,mas entraria em uma nova fase de esperar ele me ligar novamente para repetirmos a dose....

11 comments:

Marko said...

tsc tsc... isso aqui virou contos eróticos do Alê Lima hahahaha, bom, melhor nem falar o que eu penso dessa história toda, vão me chamar de babaca moralista (como muits fazem). Um dia espero que você leia essa historinha e perceba as suas mancadas todas expostas aqui... Precisa se valorizar mais, mesmo carente hein! Abs

Anonymous said...

Que instigante heim! Não sei porque mas lembrei daquele filme "Infidelidade", com a Diane Lane e o Richard Gere. Acho que é porque tem um Q de proibido. Só sei de uma coisa, de um tempo pra cá fujo de histórias assim, pq senão a culpa me corroi. Gostei muito do texto, bem conto mesmo.
bjo

Anonymous said...

indecente! (by Safira)

Anonymous said...

ñ quero mais andar c/ vc... indecente! rs

Anonymous said...

Excitante... pena que vc tinha outras expectativas além do que aconteceu...

Anonymous said...

Achei T.U.D.O: " Vesti-me , recebi um "tchau " estanho , desci as escadas...Entrei num táxi, já era tarde , chorei..." Total D.R.A.M.A, GLAM!!!!
Carência é punk, mas passa!!!

Anonymous said...

Gostei do texto também, bem empongante e com um final surpreendente...

Anonymous said...

caraca!!! que história! fiquei até de pau duro! rsrsrs.
eu tô entendendo melhor lidar com isso sabe?! ser o outro às vezes é mais comôdo, principalmente pra quem não quer nada sério, não quer se envolver pra não sofrer estupidamente depois.

Anonymous said...

será q dá p/ atualizar isto? quero mais historinhas do alê surfistinha.

Homem, Homossexual e Pai said...

poxa Ale, se esta não é uma mera "estória" eu acho que se fosse comigo eu ia pirar...e se for um "historia", o texto está icnrivel, parabens!
abraços

Luis said...

Meu!!! Como falaram mais acima, vc é o Alê Surfistinha!!!!
Adorei o texto... mas da próxima vez, não chora não... Espera somente a proxima vez...